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domingo, 22 de março de 2009

Palmeiras consegue empate com Guaratinguetá e segue na liderança isolada

O Palmeiras empatou com o Guaratinguetá por 1 a 1 jogando fora de casa em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Paulista. O jogo não foi muito agradável para quem viu. Os dois times pecavam demais na troca de passes e não conseguiam armar ataques eficientes.

O Palmeiras tentava dominar o jogo e o Guará usava os contra-ataques para tentar chegar ao gol de Bruno. As duas equipes, porém, não eram eficientes. No único ataque que o Guará conseguiu acertar saiu o gol dos donos da casa.

Wellington Amorim, o único jogador do Guará que incomodava a defesa do Palmeiras, tocou para Nenê na direita, que cruzou a bola rasteira para a entrada da pequena área. Bruno não conseguiu afastar e se enrolou com Maurício Ramos.

A bola sobrou para Wellington que com oportunismo empurrou para as redes e fez o primeiro gol do jogo. Eram marcados 42 minutos do primeiro tempo. Veio o intervalo e com ele a bronca de Luxa nos jogadores, que pareciam desatentos.

A equipe voltou com outra postura e aos 10 minutos Ortigoza sofreu pênalti. Diego Souza bateu e empatou para o Verdão. A partir daí as duas equipes reduziram mais uma vez o ritmo da partida e nenhum dos dois times conseguiu desempatar o jogo.

As duas equipes ainda perderam uma chance cada de marcar o segundo gol, mas o jogo acabou mesmo 1 a 1. O Palmeiras é o líder com 37 pontos e agora encara o Bragantino, no Palestra Itália, na próxima terça-feira às 19h30.

Já o Guaratinguetá está na 15ª posição com 15 pontos e enfrenta também às 19h30 o Ituano, porém o jogo será na quarta-feira.

Imagem - Galeria Lancenet!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Em partida fantástica, Palmeiras consegue a virada e vence o Azulão

Quem não viu, obviamente, perdeu! O jogo entre Palmeiras e São Caetano, válido pela 10ª rodada do Paulistão, terminou com o incrível placar de 4 a 3 para o Verdão, e manteve os visitantes na ponta da tabela com um jogo a menos que os adversários.

Logo de imediato uma mudança no São Caetano. Para segurar o ataque do Palmeiras o técnico Vadão sacou o meia Zé Eduardo e colocou em seu lugar o zagueiro Amarildo. O São Caetano então liberou seus alas e passou a jogar no 3-5-2, formação que nem ao menos havia sido treinada pelo técnico.

No começo, porém deu certo! Quem cochilou perdeu o grande início da partida. Foi o caso da zaga do Palmeiras, que demorou a entender que o jogo já havia começado. O São Caetano tinha a posse de bola e foi pra cima do adversário.

Logo aos 3 minutos, Pierre tocou uma bola na fogueira para Cleiton Xavier, que escorregou e armou involuntariamente o ataque do Azulão. A bola sobrou para Luan, que avançou rapidamente e saiu cara a cara com Marcos. O atacante deu um leve toque na bola e abriu o placar para o time da casa.

O jogo continuava nas mãos do São Caetano e o time não deixou de atacar o Palmeiras. Aos 9 o São Caetano tinha a seu favor pelo lado direito a jogada que mais aterroriza a torcida do Palmeiras por praticamente um ano: a bola parada!

E não deu outra! Em falta cobrada da direita em direção ao gol, Marcelo Batatais colocou a cabeça na bola, vencendo o zagueiro Edmílson, e marcando o segundo gol do São Caetano na partida.

10 minutos...perdendo de 2 a 0...campo molhado...jogando fora de casa...! O Palmeiras tinha o cenário perfeito para uma tragédia ou um esboço para uma virada inesquecível. Tudo dependeria da atitude do time.

A equipe preferiu a segunda opção e não abaixou a cabeça, nem se desesperou com o resultado negativo. Foi pra cima com a velocidade e o envolvente toque de bola que marcam o Palmeiras em 2009.

Aos 12 minutos a jogada clássica! Passe de Cleiton Xavier para Keirrison, que com tranqüilidade manda para o fundo das redes. A partir daí só deu Palmeiras que foi o ataque em busca da virada.

Aos 23, Cleiton Xavier, de novo, cruzou na cabeça de Edmílson que, sozinho, empurrou para as redes e marcou seu segundo gol no Paulistão. O Palmeiras criava boas chances, mas pecava no último lance!

Até que aos 31 minutos da primeira etapa, Cleiton Xavier cobrou o escanteio e Diego Souza apareceu muito bem para virar o jogo para o Palestra. 5 gols em 30 minutos! O jogo estava maravilhoso e o Palmeiras agora deveria jogar com calma.

O Palmeiras foi tocando a bola e parecia que as equipes iriam para os vestiários com o placar de 3 a 2. Aos 46, porém, Edmílson lançou a bola para o ataque do meio-campo. Armero aproveitou a falha da zaga e ficou de frente com o goleiro Luís.

O colombiano então rolou para trás, de onde Keirrison com calma tirou dos dois zagueiros que cobriam a gol e fez o seu segundo no jogo e o décimo no Paulistão. O jovem atacante agora é o artilheiro isolado da competição.

Na volta da segunda etapa o jogo esfriou, mas o Palmeiras não conseguiu tranqüilizar o jogo. O São Caetano percebeu e foi pra cima. Quem acompanhou o jogo se lembrou do empate diante da Portuguesa contra o Verdão também vencia por 2 gols de diferença e permitiu o empate no final.

Desta vez, porém, foi diferente. O Palmeiras sofreu com alguns ataques do Azulão, mas saiu com a vitória. Nem o gol de Vandinho, aos 33 minutos, após falha de Edmílson, tirou a vitória do Verdão.

Um grande jogo que apenas evidenciou algumas características do Verdão 2009. O time marca muitos gols, mas a defesa falha em alguns lances bobos. Falta tranqüilidade à equipe para segurar a bola nos momentos em que vence a partida.

São detalhes que se forem treinados serão corrigidos. O Palmeiras agora enfrenta o Guarani, às 16h do próximo sábado, pela 11ª rodada do Campeonato Paulista, no Palestra Itália. Já o São Caetano encara o Botafogo, fora de casa, também no sábado, mas às 20h30.

Imagens - Galeria Lancenet!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Palmeiras vacila mas segue na liderança

O Palmeiras empatou com a Portuguesa neste sábado pelo placar de 2 a 2 no Canindé, pela 9ª rodada do Campeonato Paulista. O Verdão continua na liderança com um ponto a mais do que o vice, Corinthians, e também com uma jogo a menos.

O jogo começõu morno, pois a Portuguesa armou um esquema de marcação extremamente eficiente com seu técnico Mário Sérgio. A zaga era composta po0r dois zagueiros e mais dois alas que não subiam ao ataque, formando assim uma linha de 4 jogadores.

Os volantes ficavam à frente da zaga e protegiam a entrada da área, impedindo assim a chegada de Cleiton Xavier e Diego Souza , que jogou mais recuado. O Palmeiras não jogou com 3 atacantes como estava acostumado.
Keirrison era a referência pelo meio e Willians flutuava pelo ataque, mas não conseguia fugir da marcação. Diego Souza deveria chegar de trás, mas o meia não conseguia passar pelos dois volantes da Lusa, assim como Cleiton Xavier.

Os alas do Palmeiras batiam de frente com os laterais da Portuguesa e pouco conseguiam criar. Desse jeito a velocidade, ponto forte do Palmeiras, ficou prejudicada e o ataque não conseguia produzir praticamente nada.

A defesa não era atacada e seguia tranquila. O lance de mais perigo no primeiro tempo ocorreu aos 21 minutos quando Athirson lançou Edno, que pedalou pra cima de Capixaba e chutou forte para grande defesa de Marcos.

As equipes foram para o segundo tempo com o clássico ainda empatado.Na volta do intervalo, porém, o Palmeiras foi pra cima para garantir a vitória e Cleiton Xavier começou a aparecer brilhantemente na partida.

Aos 8 minutos, Cleiton Xavier fez grande lançamento para Willians que em velocidade tentou driblar o goleiro Fábio, mas foi derrubado dentro da área. Pênalti, que Keirrison cobrou com calma para abrir o placar para o Palmeiras.

A Lusa resolveu acorda no jogo e sair para o ataque. Mas logo aos 15 minutos Cleiton Xavier fez outro grande lançamento, dessa vez para Keirrison, que com um lindo toque deixou Fábio e um zagueiro para trás e tocou para o gol para marcar o seu segundo na partida.

Foi a partir daí que o Palmeiras começou a errar. Luxemburgo não conseguiu fazer com que o time segurasse a bola para garantir a velocidade. É essa experiência que falta ao time. O Palmeiras de 2009 pode estar vencendo, perdendo ou empatando, mas sempre joga pra frente, para o ataque, e por vezes dá o contra-ataque ao adversário.

Isso, é claro, não é motivo de alarde! Esses erros são comuns para uma equipe jovem em formação. A Portuguesa, é claro, aproveitou e em pênalti infantil de Danilo em Christian aos 21 minutos diminuiu o placar, após cobrança de Edno.

O Palmeiras já não conseguia atacar e as substituições de Luxa apenas fizeram com que a equipe ficasse ainda mais sem a posse da bola. Aos 30 minutos, em falta cobrada na área, Christian subiu mais que a zaga do Verdão e empatou a partida.

As duas equipes ainda tiveram chances de mudar o placar mais não conseguiram sair do empate. Agora o Palmeiras, líder e com um jogo a menos, encara o São Caetano fora de casa na próxima quarta-feira. Já a Portuguesa segue em 4º lugar e agora encara o Mogi Mirim também fora de casa.

Imagem - Ari Ferreira

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Real Potosí 0 x 2 Palmeiras - Análise do jogo

Súmula

O Palmeiras venceu o Real Potosí nesta quarta-feira por 2 a 0 em partida válida pelo jogo de volta da pré-Libertadores de 2009. Os gols do Verdão foram marcados pelo meia Cleiton Xavier e pelo atacante Keirrison

Como foi a partida?

O Palmeiras começou o jogo tentando impor seu ritmo, mas os jogadores escorregavam com freqüência e a velocidade do time foi afetada. O Potosí não se mostrava desesperado para atacar, apesar de precisa de 4 gols para conseguir a vaga.

A velocidade e a trajetória da bola na altitude elevada de Potosí são diferentes das que os jogadores estão habituados e isso confundiu os jogadores do Palmeiras no início do jogo. O Real Potosí começou então a adiantar a sua marcação para sufocar o Palmeiras.

A tática deu certo em partes, pois o Palmeiras não conseguia mais tocar a bola e só dava chutões para frente. Keirrison, sozinho na frente, nada podia fazer. A zaga do Verdão cometia muitas faltas desnecessárias em torno na área que permitiam jogadas aéreas para os adversários.

O Potosí só conseguia atacar com as bolas aéreas que eram tranqüilamente abafadas pela zaga verde. Os efeitos da altitude, no entanto, começaram a ficar mais evidentes para o Palmeiras.
Bruno tinha dificuldade nas bolas aéreas, pois a trajetória e a velocidade da redonda são completamente diferente das que estamos aqui acostumados. Willians, após uma grande jogada individual em que acertou a trave, pareceu exausto e sentiu a falta do ar.

O Palmeiras não conseguia encaixar um contra-golpe e o Potosí insistia apenas nas jogadas aéreas. O ataque do Palmeiras quase não tocava na bola, mas a defesa não chegou a se sentir ameaçada.

Aos 29 minutos, Armero fez grande jogada pela esquerda e tocou para Keirrison na grande área. O artilheiro rolou para Cleiton Xavier que vinha de trás e soltou a bomba para marcar o primeiro do Palmeiras na partida.

Foi o quinto gol do meia em 5 jogos pelo Palmeiras. A esta altura o Potosí precisava fazer 6 gols e continuava a insistir pelo ineficiente jogo aéreo. O Palmeiras continuava a abusar das faltas perto da área, mas o Potosí desperdiçava suas oportunidades.

O Verdão, quando atacava, chegava à frente com Willians e Diego Souza abertos e Keirrison centralizado. O último, porém, era o único que não a necessidade real de marcar, já que os outros dois voltavam para fechar o meio.

No começo do segundo tempo, o Palmeiras parou de fazer faltas perto da área e o Potosí começou a tentar jogadas na base do toque de bola e de chutes de fora área. Todas essa jogadas não levavam perigo ao gol de Bruno e eram facilmente abafadas pela zaga.

Aos 9 minutos, Luxemburgo resolveu mexer no time. Tirou Willians, machucado, e colocou Jumar para reforçar a marcação no meio. Jumar era o jogador que dava o primeiro “bote” ao adversário contando com a sobra de Pierre.

Aos 16, nova mudança. Diego Souza se machucou e deixou o jogo para a entrada do veloz Lenny. Luxa queria agilizar os contra-ataques. Lenny, porém, abusou dos dribles e sofreu muitas faltas. Não conseguiu criar nada de eficiente no ataque.

O jogo seguia morno. O Potosí sabia que era praticamente impossível reverter a vantagem do Palmeiras e o alviverde jogava com calma, para não se cansar. Apenas esperava pelo erro do adversário para liquidar a partida.

E o erro veio aos 29 do segundo tempo, quando a zaga do Potosí recuou a bola fraco demais para o goleiro Mauro Machado e no meio do caminho Keirrison a interceptou. O atacante driblou o goleiro e tocou para o gol.

Foi o 5º gol de Keirrison em 4 jogos pelo Palmeiras. Com os 2 a 0, o Palmeiras apenas administrou o jogo e esperou o tempo passar para garantir a vaga na fase de grupos da Libertadores.
Agora o Verdão está classificado para o grupo 1 da Libertadores e estréia diante da atual campeã do torneio, a LDU, no dia 17 de fevereiro em Quito, no Equador. Além da LDU, Sport e Colo Colo, do Chile, também fazem parte do grupo. O Real Potosí está eliminado do torneio.

Imagens - Martin Alipaz/AE


Vídeo - Globo. Com

Real Potosí 0 x 2 Palmeiras - Ficha técnica

Data: 05/02/09
Horário: 23h00 - horário de Brasília
Local: Victor Agustín Ugante, Potosí - Bolívia
Árbitro: Carlos Galeano (FIFA - Paraguai)
Auxiliares: Oscar Vera (FIFA - Paraguai) e Rodney Aquino (FIFA - Paraguai)
Gols: 1º - Cleiton Xavier, aos 29 minutos do primeiro tempo, após passe de Keirrison
2º - Keirrison, aos 29 minutos do primeiro tempo, após falha da defesa boliviana
Cartões Amarelos: Real Potosí: Suárez e Yeserotti

Notas:

Palmeiras

Bruno - 6 - Saiu mal do gol em algumas jogadas, também devido à altitude. De resto, foi bem.
Maurício Ramos - 5 - Cometeu muitas faltas desnecessárias próximas à área e no primeiro tempo parecia perdido em algumas jogadas.
Edmílson - 6,5 - Não teve muito trabalho e ficou mais preso à defesa. Foi bem quando solicitado.
Danilo - 6 - Quase não teve trabalho, mas foi nas jogadas aéreas. Saiu cansado.
(Jéci) - 6 - Entrou no final com o jogo já decidido. Não teve trabalho.
Fabinho Capixaba - 6,5 - Tímido no ataque, mas muito bem na composição da linha de defesa.
Pierre - 7,5 - No primeiro tempo anulou as jogadas do Potosí pelo chão e quase não cometeu faltas.
Cleiton Xavier - 8 - Marcou muito bem, desarmando com eficiência. Ainda fez um belo gol que deu tranqüilidade ao Palmeiras na partida.
Willians - 6,5 - Movimentou-se bem no ataque e fez algumas jogadas individuais. Depois, cansou-se.
(Jumar) - 6 - Entrou para apertar a marcação pelo meio e foi bem. Entrou com muita disposição e não cometeu muitas faltas.
Armero - 8,5 - Marcou muito bem, anulando as jogadas do Potosí pela esquerda. Não cometeu faltas pelo seu setor e foi muito bem no ataque. Fez grande jogada no lance do primeiro gol.
Diego Souza - 7 - Prendeu um pouco a bola no ataque, mas marcou bem no meio-campo fechando os espaços do adversário. Saiu machucado.
(Lenny) - 6 - Exagerou nos dribles e recebeu muitas faltas. Tentou se movimentar e apareceu bem no ataque sem levar perigo, entretanto, ao gol do Potosí.
Keirrison - 7,5 - Deu um bom passe para Cleiton Xavier no lance do primeiro gol e depois ficou isolado no ataque sem poder fazer muito. Mostrou oportunismo e fez um gol que deixou o Palmeiras ainda mais tranqüilo na partida.

Vanderlei Luxemburgo - 8 - Mesmo com uma equipe rápida e ofensiva, conseguiu segurar a pressão do potosí nos minutos iniciais com as bolas paradas. O time poderia ter aproveitado melhor os contra-ataques, mas a altitude atrapalhou de certa forma.

Real Potosí - 2 - O time é ruim! Jogando em casa, com a sua torcida e a ajuda da altitude, o time só conseguia chegar à área do Palmeiras com as bolas paradas. Um erro, pois seus jogadores não tem grande estatura. Pelo chão não tinha qualidade e deu adeus à Libertadores.
Imagem - EFE

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Palmeiras 3 x 0 Marília - Análise do jogo

Súmula

O Palmeiras venceu o Marília nesta terça-feira por 3 a 0 em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Paulista de 2009. Os gols do Verdão foram marcados pelos meias Evandro e Cleiton Xavier e pelo atacante Lenny.

Como foi a partida?


O Palmeiras iniciou a partida com uma escalação totalmente diferente da que pensava-se que seria utilizada. O time que entrou em campo pegou até os jornalistas e a torcida de surpresa, principalmente pelas declarações do técnico Luxemburgo de que poderia manter a equipe titular para o jogo desta terça.

A equipe entrou no esquema 3-5-2 e promoveu a volta do goleiro Marcos e do volante Wendel à equipe, além das estréias de Edmílson, que jogou de líbero, e Armero pela ala esquerda.

O ataque era formado por Lenny e Max, enquanto no meio o Palmeiras tinha Sandro Silva, Jumar, Wendel, Armero e Evandro. Na zaga continuavam os titulares Maurício Ramos e Danilo.

A forte chuva que caiu em São Paulo durante toda a tarde e noite chegou a atrapalhar principalmente a torcida que sofreu para chegar até o Palestra. Quem não chegou cedo certamente perdeu os minutos inicias da partida.

E esses torcedores perderam a pressão que o Palmeiras fez no início da partida. Logo aos 2 minutos, Armero mostrou que não estava intimidado em seu primeiro jogo no Palmeiras e já mandou um perigoso chute à gol.

O lateral foi, inclusive, um dos destaques do Palmeiras na primeira etapa. O Marília não conseguia fechar as laterais para o Palmeiras e o colombiano se aproveitou disso. Se pelo meio estava muito difícil jogar, o lateral partia pra cima dos adversários tentando levar a bola até a linha de fundo ou então com um drible entrar na área.

Algumas jogadas no primeiro tempo surgiram assim. Elas eram sempre centralizadas e permitiam chutes de fora da área do Palmeiras, principalmente de Lenny, Jumar e Wendel, que também descia bem pela direita.

Como o Palmeiras contava com dois volantes, Sandro Silva e Jumar, e 3 zagueiros, não corria perigo e Luxa liberava seus laterais cada vez mais para o ataque. O Marília só chegava em contra-ataques que eram poucos e mesmo assim contidos com facilidade pelos 3 zagueiros alviverdes e pelo goleiro Marcos, que voltou mostrando a velha segurança.

Wendel teve boa chance aos 12, mas chutou para fora e a pressão do Palmeiras continuava. A linha de 4 “zagueiros” do Marília, que também contava com os laterais, estava bem fechada e foi por meio de uma tabela que surgiu o primeiro gol do Palmeiras.

Lenny driblou um adversário e seguiu para a área em diagonal. Tocou para Max que fez o pivô e esperou o atacante passar para devolver a bola. Lenny avançou e tocou cruzado para que Evandro com o gol vazio fizesse seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras.

O lance do gol revela uma jogada bem trabalhada pelo Palmeiras nesse início de temporada. Um dos meias, geralmente o responsável principal pela criação, entra na área na altura do segundo pau sempre que há uma jogada pelas laterais.

Muricy Ramalho faz isso no São Paulo com o meia Hugo e dá certo. Tanto é que o meia, quês estava encostado no tricolor, virou o destaque do time no Brasileiro de 2008 e começou a marcar vários gols pelo São Paulo.

Luxa faz isso com Cleiton Xavier e utilizou Evandro da mesma forma nesse jogo. Max ainda teve grandes chances criadas por Lenny, mas parou no goleiro Giovani. O primeiro tempo também marcou a grande estréia de Edmílson pelo Palmeiras.

O jogador atuou como líbero quando o time era atacado, mas quando o time tinha a posse de bola foi possível notar a liderança que Edmílson irá desempenhar no Palmeiras em 2009.

Praticamente todas as jogadas passam pelo jogador que as distribui em todos os lados do campo. Fez bons lançamentos e passes curtos e médios. Quando saía jogando era soberano no meio do Palmeiras e ainda orientou os outros jogadores.

Aos 15 minutos, Luxemburgo colocou o garoto Keirrison no lugar de Max e logo que entrou o atacante já correu para receber um lançamento. Ele ficaria de frente para o goleiro, mas o zagueiro Rodrigo Costa o derrubou e foi expulso.

Na cobrança da falta Keirrison bateu forte e o goleiro espalmou. Na confusão dentro da área sobrou um carrinho em cima de Wendel e o juiz marcou pênalti para o Palmeiras. Mais uma vez Keirrison pegou a bola e partiu para a cobrança.

Cobrou no canto esquerdo do goleiro Giovani, que se esticou e evitou o segundo gol do Palmeiras. O Marília já não atacava mais e o Palmeiras tomou conta do jogo. Cleiton Xavier e Diego Souza entraram e deixaram o time ainda mais ofensivo.

Aos 29 minutos, Wendel cruzou e Giovani saiu mal, espalmando a bola nos pés de Cleiton Xavier, que dominou e chutou no canto direito para aumentar o placar. Na comemoração o meia dançou com Armero. Já é o 3º gol de Cleiton em 3 jogos.
Faltava alguém marcar para completar a festa. O atacante Lenny, antes muito criticado pela torcida, ainda não havia marcado pelo Palmeiras. Porém, nos últimos jogos o atacante foi bem, movimentou-se e criou jogadas para os companheiros.

Dessa vez foi a sua hora! Após um lançamento de Diego Souza, Keirrison não alcançou a bola que sobrou para Lenny, dentro da área, chutar forte e marcar seu primeiro gol pelo Palmeiras.

O atacante correu para a torcida que começou a gritar seu nome. A jogada foi muito comemorada pelos jogadores do Palmeiras que sabiam do incômodo jejum de Lenny.

Agora o Palmeiras encara o Real Potosí na próxima quinta-feira pela pré-Libertadores. Depois, o grupo se dividirá. Metade já vai para a Bolívia se acostumar com a altitude de Potosí e o restante do grupo fica em São Paulo para encarar a Ponte Preta no domingo, em Campinas.

O Palmeiras é o líder do campeonato enquanto o Marília está em 17º e encara o Botafogo, no próximo sábado, em casa.

Imagens - Reginaldo Castro - Lancenet!; J. F. Diorio/AE

domingo, 25 de janeiro de 2009

Palmeiras 3 x 0 Mogi Mirim - Análise do jogo

Súmula

O Palmeiras venceu o Mogi Mirim neste sábado por 3 a 0 em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Paulista de 2009. Os gols do Verdão foram marcados pelo meia Cleiton Xavier e pelo atacante Keirrison, que marcou duas vezes.

Como foi a partida?

O Palmeiras iniciou o jogo com duas alterações em relação ao time que havia vencido o Santo André na última rodada do Paulistão. O meia Willians entrou no lugar de Sandro Silva e o atacante Lenny deixou a equipe titular para a entrada de Keirrison.

Keirrison, aliás, que já era o nome do jogo antes do início da partida se tornou realmente o personagem da tarde de sábado na disputa realizada em Ribeirão Preto. Logo de início o jogador já mostrou para a torcida que será a referência da equipe no ataque.

Aos 4 minutos, ele recebeu na entrada da grande área, driblou o zagueiro e mandou um forte chute ao gol que foi defendido pelo goleiro Fabiano Haves. O Palmeiras desde o início procurou ter o controle do jogo e dominava a bola sem perigo.

O Mogi Mirim só poderia ser perigoso no jogo sob o comando do experiente meia Giovanni, porém o ex-jogador do Santos não estava em tarde inspirada. Com isso o Mogi que jogava com 3 zagueiros e 2 volantes, não conseguia sair para o ataque e nem incomodou a zaga do Verdão.

O Palmeiras continuou no ataque e o fazia de forma rápida e perigosa. Willians é o parceiro de Capixaba na direita e reveza com o jogador na linha de fundo. Já pelo lado esquerdo é Diego Souza que faz a função junto com Jefferson.

Cleiton Xavier fica centralizado com boa visão do jogo e Keirrison é a referência na área, mas também cai pelos lados do campo quando necessário. Foi em uma jogada pelo lado direito que saiu o primeiro gol do Palmeiras.

Willians recebeu um passe de Capixaba e partiu em velocidade em direção a linha de fundo. O meia cruzou rasteiro em diagonal em direção ao gol. Keirrison escorou e a bola bateu na trave sobrando para Cleiton Xavier apenas empurrar para o gol. 1 a 0 para o Palmeiras e o segundo de Cleiton Xavier pelo Palmeiras.

Logo depois, aos 27, Keirrison recebeu outro passe e após falha da zaga finalizou na trave do Mogi. O atacante mostrou desespero ao ver que seu gol ainda não havia saído. Para a alegria de Keirrison e da torcida palmeirense o gol do artilheiro não demorou a sair.

Aos 42, Willians fez outra boa jogada, desta vez pela esquerda. Ele entrou na área driblando o lateral Jackson, que escorregou e levou a mão à bola. Pênalti para o Palmeiras. O lateral ainda recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

Keirrison cobra e coloca a bola no canto direito do gol de Fabiano que não conseguiu alcançá-la. Na comemoração o atacante é abraçado pelos jogadores do Verdão. O Palmeiras desceu para o vestiário com um homem a mais e vencendo por 2 a 0.
Na volta para o segundo tempo, o Mogi perdeuGiovanni machucado e junto com o jogador foram embora também as chances do time buscar uma reação. O Palmeiras continuou mandando no jogo e aproveitando para sair nos contra-ataque.

A equipe desarma demais, com vários jogadores, e usa essas bolas roubadas para sair em velocidades em contra-ataques mortais. Luxa tirou Willians e colocou Lenny que continuou dando velocidade ao ataque verde.

O lance do terceiro gol começou com um toque de Sandro Silva a Diego Souza que partiu em velocidade e viu que Keirrison já se lançava à área adversária. O meia fez um ótimo lançamento ao atacante que com um toque sutil encobriu o goleiro e decretou a vitória do Palmeiras.

Keirrison ainda foi substituído por Max aos 40 minutos, mas a festa já estava completa. A estréia do artilheiro no Palmeiras não poderia ser melhor e agora a equipe encara o Marília no Palestra Itália na próxima terça-feira.

O time, porém, deve escalar uma equipe reserva para poupar seus jogadores para o jogo contra o Real Potosí, próxima quinta, pela pré-Libertadores. O Verdão agora tem seis pontos e é o líder da competição pelo saldo de gols.

Já o Mogi Mirim é o lanterna da competição e na próxima rodada encara o Paulista, em casa.

Imagens - Reginaldo Castro/Lancepress! e Agência Estado

domingo, 30 de novembro de 2008

Faltou ousadia em Salvador


O Palmeiras empatou sem gols com o Vitória na tarde deste domingo no Barradão, em Salvador na Bahia. O time paulista subiu para a 3ª colocação com 65 pontos, enquanto o Vitória segue no décimo lugar com 49.

O jogo começou equilibrado, por conta dos diversos jogadores presentes no meio-campo, devido à escalação dos dois times. Com pouco espaço em campo, as faltas foram tomando conta do jogo, que foi esfriando.

O Vitória parava na boa marcação alviverde. Os alas marcavam os laterais adversários já na linha do meio-campo e os meias Evandro e Diego Souza seguravam os volantes do Vitória também na faixa central.

Com isso, os volantes palmeirenses não tinham dificuldade para marcar Willians e Jackson que vinham pelas pontas e centralizavam na grande área. Ricardinho vinha pelo meio, mas sofria combate de um dos zagueiros alviverdes, normalmente Maurício. Gustavo colava em Marquinhos e Martinez ficava na sobra.

Esse “esquema” de marcação da zaga palmeirense mudou durante o primeiro tempo, mas a estratégia continuava a mesma: tirar os espaços do Vitória, roubar a bola e partir no contra-ataque.

Nos contra-ataques palmeirenses, a bola era jogada para Kleber que a segurava servindo até de pivô para a chegada dos meias, volantes e laterais. Porém faltava ousadia e criatividade para o ataque alviverde e com isso Kleber era obrigado a tentar resolver sozinho.

Kleber correu por todo o ataque, movimentou-se pelas laterais e cavou faltas que levaram perigo ao goleiro Viafára. Além disso, criou ao menos duas boas jogadas que ele mesmo concluiu, porém pararam no goleiro do Vitória.

Já no segundo tempo o Vitória voltou com mais disposição e coragem para marcar o gol e sufocou o Palmeiras em seu campo de defesa. A defesa palmeirense começou a falhar e o goleiro Marcos começou a aparecer com grandes defesas.

Aos 15 minutos Luxa tirou Jumar e Evandro para dar lugar a Léo Lima e Alex Mineiro, mas o time não mudou muita coisa. Quando chegava ao ataque era facilmente anulado. Diego Souza precisa chamar a responsabilidade e construir jogadas, coisa que não vem fazendo.

Falta um meia criativo para o Verdão, pois o time não pode depender exclusivamente do atacante Kleber para construir suas jogadas de gol. Aos 30, Jefferson, cansado, deu lugar a Denílson, que também pouco ajudou a equipe.

O Palmeiras continuou sofrendo com as investidas do Vitória e com as falhas de sua defesa até o jogo acabar. O resultado foi ruim para o Palmeiras se considerarmos que a equipe tem qualidade suficiente para vencer o Vitória mesmo no Barradão. Faltou ousadia e criatividade à equipe paulista.

Porém, com esse resultado, e com o empate em casa do Flamengo e a derrota do Cruzeiro, o Palmeiras subiu para a terceira colocação e só depende de uma vitória em casa contra o Botafogo no próximo domingo para garantir a classificação a Libertadores de 2009.

O Palmeiras contará novamente com os suspensos Pierre e Leandro, nas vagas de Jumar e Jefferson, respectivamente. Não contará, porém, com o artilheiro Alex Mineiro que recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora do último jogo da temporada. Com isso Alex, que tem 19 gols na competição nacional, fica fora da briga da artilharia do torneio, pois Kleber Pereira, o primeiro da lista já possui 21 gols.

Imagem - Romildo de Jesus/Lancepress!